Para mais e melhor esquerda!
Há muitas causas que me levam a cooperar no projecto Avançar Portugal, mas a prossecução de um Portugal solidário a mais convicta das razões. Muitos partidos, à esquerda e à direita do PS, parecem hoje, mais do que nunca, partidos de protesto, de acção sindical diria até, desconhecendo por isso qual a sua verdadeira razão de ser. Preocupam-se apenas com a procura do voto fácil, com a procura do voto que opta, por força do ruído criado, por aqueles que se unem contra o PS.
Perante a recente e actual crise económica, onde o modelo da economia de mercado parece ser o parente pobre e esgotado, seria altura de atribuirmos à esquerda uma nova vitalidade, um novo rumo, no sentido de encontrar no Estado um amigo e, por isso, de reintroduzir uma maior força estatal em alguns sectores de actividade fundamentais para a nação, mas nunca a nacionalização. Mas não, ao invés, continuam as críticas da esquerda, afasta-se a união e eufemiza-se a importância de um novo sentido europeu…
À esquerda do PS nada muda: para ela, todas as medidas sociais do Governo de Sócrates são ineficazes ou insuficientes. Mas nós, responsáveis, sabemos bem que Roma e Pavia não se fizeram num dia. Conhecemos bem a força das políticas sociais impostas pelo actual Governo, e apenas aos mais distraídos importa lembrar que foi com este Governo que o salário mínimo sofreu o maior aumento da história; que o programa PARES prolifera por esse país numa dinâmica nunca antes vista; que a reorganização do parque escolar está a transformar Portugal num dos países mais desenvolvidos do mundo em matéria de educação. Há hoje condições para educar as crianças deste país, como em poucos locais do mundo. Mesmo medidas como a redução do IRS, para as empresas do interior, são e devem ser consideradas como medidas sociais, na medida em que visam diminuir o desequilíbrio entre litoral e interior e assim combater a sua desertificação.
Mas enfim, esta esquerda continua a sua marcha: o seu discurso de atribuir culpa mantém-se, continuando a responsabilizar o PS por tudo aquilo que acontece de mal no mundo, parecendo que até que este foi o responsável e transportou a crise para além fronteiras. Lamento profundamente que esta esquerda não entenda as necessidades do momento, que abrace o dogma como se aquele fosse o amanhã e que defraude a real virtude da nação…
Por mais Portugal
Lúcio Balula









